domingo, 29 de maio de 2011

Entrevista: Alexandre Araújo



Entrevista realizada por equipe da RedeTv BH para divulgação do Show com composições inéditas de Marco Antônio Araújo, interpretadas por Alexandre Araújo
Data: 27 de maio de 2011
Local: Fundação de Educação Artística '
Reportagem: Estefânia Faria
Imagens: Elias
Edição: Leopoldo

terça-feira, 24 de maio de 2011

Concerto com composições inéditas de Marco Antônio Araújo

fotografia: Taís Ferreira


Show com composições inéditas de Marco Antônio Araújo,

interpretadas por Alexandre Araújo


Data: 26 e 27 de maio de 2011

Horário: 21 horas
Local: Fundação de Educação Artística 


Marco Antônio Araújo foi um dos maiores compositores mineiros, e, pioneiro da música instrumental no Brasil. Lançou quatro Lps de grande sucesso. Sua obra serviu de referência para muitos artistas mineiros por sua originalidade criativa e seu profissionalismo. Fato inédito nos anos 70 e 80.

Sua carreira como músico começou com os Beatles, o que o fez mudar-se para a Inglaterra onde viveu por dois anos. De volta ao Brasil, fascinado pela música erudita estudou composição com Esther Scliar, violão clássico com Leo Soares e violoncelo com Eugen Ranewsky e Jaques Morelenbaun, no Rio de Janeiro. De volta a Belo Horizonte ingressou na Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, como primeiro músico contratado e continuou seu trabalho independente que mereceu da crítica especializada os elogios pela alta qualidade e originalidade.

Concerto resgata músicas inéditas

fotografia: Taís Ferreira
O concerto apresenta obras inéditas de Marco Antônio Araújo interpretadas com violão clássico por Alexandre Araújo, músico, compositor, instrumentista, parceiro e irmão do compositor. A finalidade é resgatar a memória da música mineira e promover o reconhecimento da importância da musicalidade e das influências de Marco Antônio Araújo para a música  mineira e brasileira.

As composições escritas para trio, quarteto e orquestra de câmara, serão executadas no violão solo — instrumento de composição do autor. A ideia é que no futuro esta obra seja eternizada em sua forma original.  


Músicas Inéditas de Marco Antônio Araújo
Interprete: Alexandre Araújo 
Violão

Data: 26 e 27 de maio  
Horário: 21 horas
Local: Fundação de Educação Artística
Rua Gonçalves Dias, 320 
Funcionários - Belo Horizonte - MG

Informações:

Taís Ferreira (31) 98063249

domingo, 22 de maio de 2011

Show com composições inéditas de Marco Antônio Araújo

Show com composições inéditas de Marco Antônio Araújo, interpretadas pelo músico Alexandre Araújo.

Dedicado ao artista plástico Fernando Fiúza. 

 Data: 26 e 27 de maio de 2011
Horário: 21 horas
Local: Fundação de Educação Artística


Marco Antônio Araújo foi um dos maiores compositores mineiros e pioneiro da música instrumental no Brasil. Lançou quatro Lps de grande sucesso. Sua obra serviu de referência para muitos artistas mineiros por sua originalidade criativa e seu profissionalismo. Fato inédito nos anos 70 e 80.

Sua carreira como músico começou com os Beatles, o que o fez mudar-se para a Inglaterra onde viveu por dois anos. De volta ao Brasil, fascinado pela música erudita estudou composição com Esther Scliar, violão clássico com Leo Soares e violoncelo com Eugen Ranewsky e Jaques Morelenbaun, no Rio de Janeiro. De volta a Belo Horizonte ingressou na Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, como primeiro músico contratado e continuou seu trabalho independente que mereceu da crítica especializada os elogios pela alta qualidade e originalidade.

Concerto resgata músicas inéditas

O concerto apresenta obras inéditas de Marco Antônio Araújo interpretadas com violão clássico por Alexandre Araújo, músico, compositor, instrumentista, parceiro e irmão do compositor. A finalidade é resgatar a memória da música mineira e promover o reconhecimento da importância da musicalidade e das influências de Marco Antônio Araújo para a música  mineira e brasileira.

As composições escritas para trio, quarteto e orquestra de câmara serão executadas no violão solo  instrumento de composição do autor. A ideia é que no futuro esta obra seja eternizada em sua forma original.  

Além de resgatar obras inéditas o show faz uma homenagem ao artista plástico Fernando Fiuza que fez as primeiras fotos e cartazes do show "Fantasia", dedicado ao maestro Magnani no teatro "La Taberna, assim como o ensaio fotográfico do show  "Influências", entre outros.

Show Vôo

Músicas Inéditas de 
Marco Antônio Araújo
Interprete: Alexandre Araújo 
Violão

Data: 26 e 27 de maio  
Horário: 21 horas
Local: Fundação de Educação Artística
Rua Gonçalves Dias, 320 - Funcionários - Belo Horizonte - MG


Taís Ferreira (31) 98063249

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Concerto Inédito: Marco Antônio Araújo

Um "vôo" pela obra ainda inédita do genial músico mineiro Marco Antônio Araújo, falecido em 1986.

Será na Fundação de Educação Artística, às 21 horas, nos dias 26 e 27 de maio de 2011. As composições escritas para trio, quarteto e orquestra de câmera serão executadas no violão clássico — instrumento de composição do autor , por Alexandre Araújo, músico, compositor, instrumentista, parceiro e irmão do compositor.

O concerto apresenta, pela primeira vez, obras inéditas de Marco Antônio Araújo. A finalidade é resgatar a memória da música mineira e promover o reconhecimento da importância de um dos mais talentosos músicos mineiros. Marco Antônio Araújo, que com certeza, merece ter sua obra eternizada em sua forma original.

Vida e obra

Influenciado inicialmente por Beatles e Rolling Stones gravou seu primeiro compacto na gravadora Bemol em Belo Horizonte num grupo chamado Vox Populi, em 1968. Em 1970 conheceu o diretor de teatro Julien Beck da companhia americana Living Theatre. Foi para a Inglaterra onde morou por dois anos, assistindo a concertos de arte pop que a cidade de Londres oferecia - Pink Floyd, Led Zeppelin, Deep Purple, Genesis, Supertramp.

De volta ao Brasil, estudou forma musical com Esther Scliar (a quem dedicou, in memoriam, seu 3º LP). Estudou violão clássico com Léo Soares e violoncelo com Eugen Ranevisky na Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

No Rio, fez trilhas para cinema, teatro e balé. Um dos trabalhos mais importantes foi a peça Rudá, dirigida por José Wilker e "Cantares", apresentada pelo Grupo Corpo. Do Rio voltou a Belo Horizonte para ingressar como violoncelista na Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, sendo o primeiro músico da orquestra.

Entre 1978 e 1979 apresentou os shows Fantasia e Devaneios, o grupo de músicos que o acompanhava era formado por Carlos Bosticco flauta, Hannah Goodwin violoncelo, Alexandre Araújo (seu irmão) guitarra, Gregory Olson contrabaixo, Benoir Clerk trompa e Sergio Matos na percussão.

Conciliando o trabalho de músico de orquestra com sua produção independente, - o que fez até sua morte -, começou a fazer shows com produção independente. Em "John Lennon Remember", contou com a participação da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, o corpo de baile da Fundação Clóvis Salgado e seu coral, , sob sua direção, somando 10 apresentações. Este espetáculo foi recorde e 2º lugar na preferência do público em toda a história do Palácio das Artes, em se tratando de produções mineiras.

No final de 80, Marco Antônio Araújo lançou seu 1º Lp independente Influências, fez 74 apresentações deste trabalho, divulgando a música instrumental em teatros como, o Guaíra em Curitiba, o IBAM, no Rio.

Influências recebeu elogios da crítica: "... Em apenas seis faixas instrumentais, Marco Antônio destila com grande habilidade suas aventuras pelo rock, modinhas mineiras, música clássica e até pela música renascentista inglesa. Na explosiva mistura, atinge estilo próprio e bem-acabado." (Okky de Souza, VEJA)
Marco Antônio, na época, dividia seu tempo com sua empresa que cuidava de seus direitos, de seus shows, da distribuição dos discos e da divulgação, a Strawberry Fields Produções, passando pela família e dedicando as manhãs à Sinfônica de Minas Gerais.

Um cisne na noite

Em novembro de 1982 lança seu 2º Lp independente: Quando a sorte te solta um cisne na noite. Reconhecido novamente pela crítica, Marco Antônio se dizia satisfeito com a receptividade do público e da crítica especializada. Mas ele acreditava que seu trabalho merecia mais: "Estou investindo tudo aqui em Minas. Agora preciso ir a São Paulo e Rio. Não posso ficar parado por aqui. É preciso mostrar o meu trabalho para o Brasil".
Com os dois primeiros discos, Marco Antônio recebeu elogios de críticos por todo o Brasil.
"...Dominando com elegância e maestria o violão ovation e ordenando os arranjos, tanto em "Influências" quanto em "Quando a sorte te solta um cisne na noite", somos surpreendidos pela competência musical sobriamente inspirada, doce e criativa, fluindo sem afetações ou experimentalismos desnecessários e já exaustivamente percorridos". (Edenilton Lampião, da Revista Planeta).
"... Marco não esconde suas fissuras roqueiras, apesar de condimentar seu rock com elementos da fase áurea do barroco mineiro e da melhor tradição sinfônica, e é sincero ao creditar suas influências e homenagens." (Paulo Klein, da Revista Som Três).
"... Mas Marco Antônio Araújo não é só rock, sua música tem também elementos de outras fontes: da vertente mineira da MPB, da música erudita de câmara e até, em doses menores, das músicas nordestina e oriental. E a qualidade maior do trabalho esta justamente na organização dessas informações. Marco Antônio tem um brilhante talento de compositor, e com dados conhecidos, cria peças originais, coerentes, elaboradas com rigor e alto nível de acabamento." (Matias José Ribeiro, Revista Pipoca Moderna)

Entre um silêncio e outro, e Lucas

O seu 3º LP independente, Entre um silêncio e outro, foi gravado com Jaques Morelambaum, Paulo Guimarães e Márcio Mallard, juntos, formaram um grupo de câmara, numa produção requintada com participação do artista plástico Carlos Scliar na capa do disco.

Em 1984 lança a coletânea "Animal Racional" e em 1985, lança "Lucas", nome de seu primeiro filho, com o grupo Mantra (Alexandre Araújo, Eduardo Delgado, Ivan Corrêa, Max Magalhães, Mário Castelo e Antônio Viola).

No início de 1986, antes de receber o prêmio de melhor instrumentista do ano concedido pela revista Veja, nos deixa no dia 6 de janeiro. Uma grande perda para a música brasileira.

Alexandre Araújo

O encontro com as obras inéditas deixadas por Marco Antônio é a concretização do desejo de seu irmão Alexandre Araújo, que tornou-se parceiro do irmão em todos os seus trabalhos, o acompanhando no grupo Mantra, como guitarrista.

Alexandre Araújo iniciou o trabalho de estudo das obras inéditas em março de 2004. Passou a dedicar-se ao violão clássico, ao estudo das partituras inéditas compostas pelo irmão entre 1973 e 1979. A idéia é que no futuro esta obra seja eternizada em sua forma original.

Concerto Inédito

O concerto apresenta obras inéditas de Marco Antônio Araújo.  As composições escritas para trio, quarteto e orquestra de câmara serão executadas no violão solo  instrumento de composição do autor —, interpretadas com violão clássico por Alexandre Araújo, músico, compositor, instrumentista, parceiro e irmão do compositor.

A finalidade é resgatar a memória da música mineira e promover o reconhecimento da importância da musicalidade e das influências de Marco Antônio Araújo para a música  mineira e brasileira.


Músicas Inéditas de Marco Antônio Araújo
Interprete: Alexandre Araújo - Violão

Data: 26 e 27 de maio  
Horário: 21 horas
Local: Fundação de Educação Artística
Rua Gonçalves Dias, 320 - Funcionários - Belo Horizonte - MG
Informações:

Taís Ferreira (31) 98063249




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segunda-feira, 9 de maio de 2011

Marco Antônio Araújo






"Um mineiro de técnica refinada e que amava tanto a música pop bem como a mineira e a clássica deixou um legado jamais esquecido pelos fãs."




Poucos comentam a obra e vida de Marco Antonio Araújo, um dos maiores representantes da música mineira dos anos 80 e que ganhou o epíteto de Egberto Gismonti da década de 80.

Marco Antonio Araújo era um tesouro local e, justamente quando começava a ter seu nome conhecido nacionalmente, veio a falecer no dia 6 de janeiro de 1986, vítima de um aneurisma cerebral, após ficar cinco dias internado na UTI do Prontocor, em Belo Horizonte. Um fim trágico para um músico que havia dedicado o último disco ao filho recém-nascido, Lucas.

Marco Antonio Araújo nasceu na capital mineiro, no dia 28 de agosto de 1949. Como todo adolescente nos anos 60 se apaixonou pelos Beatles e pelos Rolling Stones e resolveu, em 1968, ingressar no grupo Vox Populi, que contava com Tavito e Fredera, que depois formariam o Som Imaginário. Ficou um ano no grupo, que lançou um compacto, Pai-Son (parceria com Zé Rodrix), pela gravadora Bemol.

Marco já estava absolutamente apaixonado pela música e resolveu abandonar o curso de economia e o emprego em um banco para se dedicar a ela. Em 1970, resolve morar em Londres, onde ficaria dois anos "tietando" (expressão do próprio músico) grupos como Led Zeppelin, Deep Purple, Pink Floyd, Rolling Stones etc. Cansado de correr atrás dos grupos, viu que deveria voltar ao Brasil e começar a carreira de músico.

Assim, retorna ao Brasil e vai morar no Rio de Janeiro, onde foi estudar composição com Esther Sciar e aprendeu violão clássico e violoncelo com Eugen Ranewsky e Jacques Morelenbaum, na Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Começa a compor trilhas sonoras para cinema, teatro e balé, entre eles a peça Rudá, de José Wilker e Cantares, um balé apresentado pelo grupo CORPO.

Marco acaba se apaixonando e casando com uma das bailarinas, Déa Marcia De Souza.

Marco mostrou-se um músico brilhante e volta para BH, em 1977, e passa a integrar a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, onde ficaria até o fim da vida.

Marco faz pequenos shows no ano seguinte, onde era acompanhado pelo grupo Mantra. As composições instrumentais mesclavam o rock progressivo com a mais pura tradição mineira de quadrilhas, modinhas e serestas.
Entre 1978 e 1979 apresentou os shows Fantasia e Devaneios, tendo a companhia de Carlos Bosticco (flauta), Hannah Goodwin, no violoncelo, seu irmão Alexandre Araújo na guitarra, Gregory Olson, no contrabaixo, Benoir Clerk, na trompa e Sergio Matos, na percussão.

Aos poucos vai formando um grupo de músicos que o acompanharia: Alexandre Araújo (guitarra), Ivan Correia (baixo), Mario Castelo (bateria), Eduardo Delgado (flauta), Antonio Viola (violoncelo), Max Magalhães (piano) e Lincoln Cheib (bateria).


Em 1980 edita, de forma independente, o primeiro LP,
Influências, que recebe grandes elogios da crítica especializada e é divulgado com 74 shows.


O disco ganha boa receptividade fora de Minas Gerais e Marco monta uma produtora independente, Strawberry Fields, a canção dos Beatles que o fez amar o quarteto.





O LP continha seis faixas:

Lado A

1. Panorâmica (Marco Antônio Araújo)
2. Influências (Marco Antônio Araújo)
3. Bailado (Marco Antônio Araújo)

Lado B

1. Abertura N.2 (Marco Antônio Araújo)
2. Cantares (Marco Antônio Araújo)
3. Folk Song (Marco Antônio Araújo)

Ao ser editado em CD, mais duas composições foram adicionadas:

7. Entr Act I & II (Marco Antônio Araújo)
8. Floydiana II (Marco Antônio Araújo)


Mais maduro, Marco lança outro disco, em 1982, o belo Quando a sorte te solta um cisne na noite e viaja pelo interior de Minas Gerais, através do projeto Acorde Minas, em parceria com a Rede Globo Minas, a Coordenadoria de Cultura do Estado e de sua produtora, Strawberry Fields.

O disco é novamente elogiado pela crítica, mas Marco sentia que precisava expandir seu público e atingir outros estados, especialmente Rio e São Paulo.


O novo trabalho mostrava Marco cada vez mais maduro no violão Ovation e a banda mais coesa e trazia as seguintes faixas:

Lado A

1. Floydiana (Oiliam Lana e Max)
2. Alegria (Marco Antônio Araújo)

Lado B

1. Quando a sorte te solta um cisne na noite (Marco Antônio Araújo, Oillan e Max)
2 . Pop Music (Marco Antônio Araújo)

Em CD, foram incluídas as seguintes faixas:

5. Adágio (Marco Antônio Araújo)
6. Ilustrações (Marco Antônio Araújo)
7. Cavaleiro – trilha Balé Cantares (Marco Antônio Araújo)
8. Sonata para cello e violão (Marco Antônio Araújo)

Incansável, Marco não parava de trabalhar nem um segundo e resolve inovar no terceiro LP, Entre um silêncio e Outro, de 1983.

Para isso, convidou o violoncelista Jacques Morelenbaum, o flautista Paulo Guimarães e o violoncelista Márcio Mallard e formaram um grupo de câmara que gravou apenas duas "Fantasias Nº 2" e "Fantasias Nº 3". Ao ser editado em CD, trazia ainda as faixas "Abertura I", "Abertura II" e "Cantares II". A capa trazia uma tela do artista Carlos Scliar - "Vinil Encerado Sobre Tela", feita especialmente para Marco e inspirada em sua música. Dentro do disco, um bela capa dupla colorida, havia um texto do próprio Marco falando de sua obra.

No mesmo ano, nasce seu primeiro filho, Lucas, no dia 2 de agosto. Inspirado pela paternidade, Marco parte para gravar um novo disco, para muitos sua obra-prima: Lucas.

Um disco maduro e que mostrava um homem mais esperançoso e preocupado com o futuro.

O LP trazia as seguintes faixas:

Lado A

1. Lembranças (Marco Antônio Araújo)

Lado B

1. Caipira (Marco Antônio Araújo)
2 . Lucas (Marco Antônio Araújo e Nando Carneiro)
3 . Para Jimmy Page (Marco Antônio Araújo)

Em CD, trazia as seguintes faixas extras:

5. Brincadeira (Marco Antônio Araújo)
6. Cavaleiro (Marco Antônio Araújo)
7. 3rd Gymnopédie (Marco Antônio Araújo)

No ano seguinte, é editado uma coletânea, Animal Racional, e Marco chegava ao auge da carreira, com shows pelo Brasil inteiro, ao lado do grupo Mantra.

Marco havia regressado a Belo Horizonte, onde iria receber, no dia 7 de janeiro de 1986, um prêmio da Revista Veja como o melhor músico instrumentista do país. Subitamente, sofreu uma hemorragia cerebral e entrou em coma profundo, vindo a falecer, no dia 6, véspera da premiação. Marco tinha uma viagem agendada para Nova York na semana seguinte.


A perda devastadora jamais foi completamente absorvida e entre os dias 7 e 9 de agosto foi realizado o show Lembranças, para celebrar o 37º aniversário de Marco. Participaram dele Alexandre Araújo, Ivan Correia, Lincoln Cheib, Mauro Rodrigues, Antonio Viola, José Marcosa, Max Magalhães, além de convidados como André Geraissati, Egberto Gismonti, Toninho Horta, entre outros.


Um mineiro de técnica refinada e que amava tanto a música pop bem como a mineira e a clássica deixou um legado jamais esquecido pelos fãs e por quem acabaria descobrindo sua obra apenas após sua morte.

Discografia
Influências (1980)
Quando a sorte te solta um cisne na noite (1982)
Entre um silêncio e Outro (1983)
Lucas (1984)
Animal Racional (coletânea) (1985)

Publicado em Mofo )

sábado, 7 de maio de 2011

Marco Antônio Araujo - Abertura nº 2 - INFLUÊNCIAS

ALEXANDRE ARAÚJO


Alexandre Araújo tem uma longa estrada dedicada à música. Nos anos setenta viajava com seu irmão Marco Antônio Araújo por todos os palcos do país e participou de shows e gravações deste que é considerado um dos maiores expoentes da música instrumental brasileira. 


Nos anos 80 participou do grupo Mantra que tinha na época os mais importantes músicos da cena mineira - Ivan Corrêia, Mario Castelo, Eduardo Delgado e Laércio Villar. Depois decolou com o Aeroblues junto com parceiro Ney Fiúza, viajou pela América e lá tocou e gravou e o seu show Berimblues, um encontro de ritmos afro-brasileiros, elementos do rock, jazz, blues, folk, flamengo, música oriental, música regional mineira, que foi aplaudido pelos americanos que reconheceram em Alexandre uma técnica apurada de guitarra e um sopro forte da alma e sentimento dedicado ao Blues. 



Nos anos 90 formou o Alexandre Penna Blues e recrutou novos talentos como o guitarrista Paulo Savino e o baterista Bola Delgado. Atualmente Alexandre Araújo reside em Belo Horizonte e atua em shows, workshops e casas noturnas espalhando e fazendo células do blues em todos os cantos do Brasil.

B.B. KING e ALEXANDRE ARAÚJO


"Alexandre Araújo braço do blues no Brasil."                                                         BB King




Pioneiro e mais importante músico de Blues de Minas Gerais e um dos principais do gênero no Brasil, Alexandre Araújo tem uma longa estrada dedicada à música. Nos anos setenta viajava com seu irmão o músico e compositor Marco Antônio Araújo por todos os palcos do país. Nos anos 80 participou do grupo Mantra que tinha na época os mais importantes músicos da cena mineira - Ivan Corrêia, Mario Castelo, Eduardo Delgado e Laércio Villar. Depois decolou com o Aeroblues com o parceiro e amigo Ney Fiúza, aterrisou nos Estados Unidos, o berço do Blues, e apresentou o seu show Berimblues, um encontro de ritmos afro-brasileiros, rock, jazz, blues, folk, flamenco, música oriental e música regional mineira. Foi aplaudido pelos americanos que reconheceram em Alexandre uma técnica apurada de guitarra e um sopro forte da alma e sentimento dedicado ao Blues. Nos anos 90 formou o Alexandre Penna Blues e recrutou novos talentos como o guitarrista Paulo Savino e o baterista Bola Delgado. 
Atualmente Alexandre Araújo reside em Belo Horizonte e atua em shows, workshops e casas noturnas espalhando e fazendo células do blues em todos os cantos do Brasil. 


ENGLISH 

Pioneer and most important blues musician of Minas Gerais and one of the principal of its kind in Brazil, Alexandre Araújo has a long road dedicated to music. In the seventies he traveled with his brother the musician and composer Marco Antonio Araujo for all stages of the country. In 80 years participated in the Mantra group had at the time the most important musicians of the scene - Ivan Correia, Mario Castelo, Eduardo Delgado and Laércio Villar. Then took off with the Aeroblues with partner and friend Fiúza Ney, landed in the United States, the birthplace of the Blues, and presented his show Berimblues a meeting of african-Brazilian rhythms, rock, jazz, blues, folk, flamenco, oriental music mining and regional music. He was applauded by the Americans of Alexander acknowledged that a refined technique of guitar and a strong blast of soul and feeling dedicated to Blues. In the 90s he formed the Alexandre Penna Blues Band and recruited new talent as the guitarist Paul Savino and the drummer Bola Delgado. Alexandre Araújo currently resides in Belo Horizonte and works in concerts, workshops and clubs spreading and causing cells of the blues in every corner of Brazil, fulfilling his promise to his friend and master BB King when he was in Brazil and called Alexandre Araújo de " my right arm blues in Brazil. "


Publicado no myspace em 2008. 

Alexandre Pena, um excepcional guitarrista

October 30, 2008
Influences:
Freddie King, BB King, Albert Collins, Muddy Waters, John Lee Hooker, Buddy Guy, Ray Charles, Robert Johnson...

Sounds Like:
"Conheci a guitarra de Alexandre Penna nos quatro discos fundamentais do seu saudoso irmão Marco Antonio Araújo. Alexandre Pena é um excepcional guitarrista com solos fantásticos e inventivos à altura das inspiradas melodias do seu irmão, um dos seus grandes solos pode ser ouvido na faixa “Panorâmica” e é excedido ao vivo. Com um toque meio beatle nas cordas e influência oriental, tive o privilégio de passar os últimos 20 anos ouvindo algumas apresentações ao vivo dele quando atuava ao lado do Marco Antonio Araújo. Intimamente eu ligo o seu nome aos mestres Sérgio Dias, Dudu Chermont e Marcus Rampazzo." Mário Pacheco " O Blues movido a café"

Por Mário Pacheco

Berimblues, um som que chega de Minas Gerais

Nos próximos dias 10 e 11 de outubro, no Teatro da Esquina: a temporada de Alexandre Araújo (violão/guitarra) e Jonas Lins (berimbau/percussão). "Berimblues" é o nome do show. Expllica Moacir, entusiasmado com a fusão destes instrumentos: - "É o encontro de ritmos afro-brasileiros, elementos do rock, jazz, blues, folk, flamengo, música oriental, música regional mineira, enriquecidos por recursos da eletrônica." Alexandre é irmão caçula de Marco Aurélio Araújo, o múltiplo instrumentista e compositor mineiro, tragicamente falecido em 6 de janeiro último, aos 35 anos e que deixou quatro excelentes elepês. Com formação clássica e popular, Alexandre participou dos discos de seu irmão, e do encontro com Jonas Lins, que une uma formação popular de rock e baião, surgiu este espetáculo já levado a várias cidades e que agora, em iniciativa de Moacir Domingues, terá duas apresentações no SESC da Esquina.





Moacir Domingues, 27 anos, paulista que escolheu Curitiba para desenvolver trabalhos na área cultural, após uma passagem pela filial da Breno Rossi, está agora com sua própria loja de discos, junto à Livraria Curitiba. Só que alimenta planos ambiciosos, que incluem a produção de discos independentes, promoção de shows e mesmo apresentação de um programa semanal num dos canais de televisão da cidade.

Texto de Aramis Millarch, publicado originalmente em:
Veiculo: Estado do Paraná Caderno ou Suplemento: Almanaque Coluna ou Seção: Tablóide Página: 13 Data: 04/10/1986


Berimblues, um som que chega de Minas Gerais